Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 19/11/2020

É de conhecimento geral que, nos dias atuais, a saúde mental e o autocuidado estão sendo cada vez menos cultivados, impactando, principalmente, no âmbito jovem. Assim, os distúrbios mentais e a evolução para o suicídio estão constantemente presentes nesse grupo. Dito isso, uma intervenção se apresenta de forma essencial para uma eventual mudança.

Em primeira análise, é imprescindível ressaltar que uma das principais origens do desenvolvimento de um transtorno mental, como a depressão, pode ser recorrente de estresses da vida, por exemplo, problemas com a família ou trabalho. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença afeta cerca de 4,4% da população mundial e o Brasil é o país com maior prevalência de ansiedade no mundo, sendo igual a 9,3%. Em vista disso, fica claro que o estres se mostra um fator crítico para a saúde mental do indivíduo.

Em segunda análise, o desgaste emocional e a falta de tempo para lidar com questões pessoais durante o cotidiano, podem afetar diretamente na forma com que o indivíduo se relaciona consigo e com os outros, ou seja, no autocuidado. Uma pesquisa relacionada com autoestima dos jovens pelo Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios, mostra que 21,52% ou 10.689 disseram: “vivo altos e baixos” e outros 3,25% (1.615) ressaltaram: “muito baixa, tenho até dificuldades por isso”, exemplo que mostra que essa é uma situação que necessita ser revertida com urgência.

Para tanto, é necessário que o Governo, as mídias e as escolas trabalhem em conjunto. O Governo tem o papel de construir locais para o tratamento especializado de pessoas que apresentam transtornos mentais. A mídia, por sua vez, deve elaborar campanhas motivacionais que ajudem as pessoas a se sentirem valorizadas. E, por fim, as escolas devem implantar programas específicos de educação física para desenvolver o bem-estar dos participantes. Para que, assim, as pessoas passem a ter uma saúde mental melhor  e praticarem o autocuidado.