Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 02/12/2020

Os jovens, hoje, se desenvolvem em um cenário lamentável de irresponsabilidade emocional e pressão psicológica, que muitas vezes, acontece por parte de seus pais, responsáveis e/ou educadores. A concepção falha de produtividade enraizada na ideologia das instituições acadêmicas e escolares, principalmente, colocam de maneira categórica os alunos para pensar sempre que estão fazendo pouco ou menos do que deveriam, realidade esta, que aponta o quão prejudicial essas colocações podem ser para a formação dos jovens. Dito isso, é necessário que sejam pensadas alternativas para amenizar este cenário.

É na escola e em instituições de ensino que acontece, de forma processual, a formação acadêmica e, de certa maneira, social dos indivíduos. Segundo uma pesquisa feita pelo Yellowbrick, 75% dos jovens e adolescentes se encontram mentalmente exaustos, isso se dá pela forte pressão posta sobre os alunos pelas escolas e faculdades, de acordo com esta pesquisa, o excesso de informações e cobranças por parta das instituições gera desconforto e cansaço em seus alunos, tanto físico quanto mental. Tal linha de pensamento sugere a necessidade desses ambientes terem uma estrutura ideológica que não exclua, oprima ou pressione ninguém, visto que, sua tamanha importância impacta diretamente no desenvolvimento e vida dos jovens.

A ideia doentia de que se deve fazer sempre mais e mais, no intuito de alcançar seus objetivos e atingir suas metas, sem descanso nem cuidados essenciais para a saúde física e emocional, são transmitidas de forma mascarada e perigosa, pois os sonhos dos jovens são vendidos a preço de suas saúdes. Essa pressão gerada por tantos ideais e excessivas cobranças, causam problemas nos jovens, pois não conseguem, muitas vezes, atingir tal expectativa. É uma situação alarmante, visto que, pode causar diversos agravantes psicológicos, que impedem e bloqueiam ainda mais a capacidade de produção dos indivíduos. Ou seja, é um ciclo negativo que envolve toda uma cultura errônea sobre a produtividade e o autocuidado, que segue sem valor.

Conclui-se, à vista disso, que o ambiente em que acontece a formação dos jovens e a dinâmica frenética em que são inseridos na fase da adolescência, não tem sido saudável. Portanto, o governo do estado deve cooperar com as escolas para promover mais atividades inclusivas e interativas, na qual o aluno consiga se desenvolver com suas particularidades e interesses em evidência. Tal medida deve ser efetivada por meio de aulas e palestras, não só para conscientizar os cidadãos sobre a seriedade do autocuidado, mas também para criar um espaço de debate saudável. Afinal, espera-se que com isso haja uma queda na proporção de transtornos e problemas psicológicos.