Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 14/01/2021
Fred Rogers dedicou sua vida a produzir programas infantis que focavam no desenvolvimento das habilidades emocionais das crianças. O apresentador estadunidense abordou temas difíceis como o divórcio, a morte e o preconceito de maneira adequada aos pequenos. Apesar do sucesso, tratar da saúde mental não era comum no período do programa. Até hoje, esse é um assunto delicado, por isso a cultura do autocuidado se faz relevante.
Em primeiro lugar precisa-se compreender a questão da saúde mental no mundo contemporâneo. A sociedade de Terceira Revolução Industrial caracteriza-se pela alta produtividade. Esta é alcançada por meio de longas jornadas de trabalho, que, graças à internet, não se restringem ao escritório. Além da falta de tempo, o diálogo sobre os medos e angústias, muitas vezes, é visto como uma fraqueza, que deve ser escondida. Dessa forma os indivíduos vivem em constante estresse e não sentem que deve falar sobre tais dificuldades. Assim, a saúde mental é prejudicada, realidade que gera distúrbios como ansiedade e depressão.
Nesse sentido, a cultura do autocuidado torna-se uma necessidade. Embora as redes corroborem para o prejuízo da saúde mental, há vários perfis que se dedicam a ajudar as pessoas a partir do estímulo à alimentação saudável, aos exercícios físicos e ao descanso. Tais práticas colaboram para saúde física, que se relaciona à saúde mental. Ademais, a internet permite que a discussão sobre a importância da ajuda profissional - como psicólogos e terapeutas - e sobre a validade das emoções. O mundo virtual, então pode colaborar para a melhora da saúde mental quando de dedica a promover hábitos e comportamentos saudáveis.
Fica evidente, portanto, que a saúde mental foi um assunto negligenciado, porém a cultura do auto cuidado pode alterar essa situação. Nesse contexto, as Secretarias de Saúde, em parceria com o Terceiro Setor, deve promover campanhas que auxiliem a saúde mental nas escolas por meio de atividades físicas, cartilhas sobre alimentação e palestras com profissionais, a fim de formar indivíduos com melhores hábitos. Além disso, o Ministério da Saúde, em conjunto com profissionais responsáveis e confiáveis pode promover o debate sobre a saúde mental para reduzir o preconceitos acerca da temática e estimular o autocuidado.