Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 27/11/2020
Crises de ansiedade, pânico, depressão. Esses são alguns exemplos que caracterizam o problema da pouca importância dada a questões referentes à saúde mental, uma vez que, segundo a OMS, a saúde e o bem-estar mental são indispensáveis para que o ser humano possa, em nível individual e coletivo, pensar, sentir, trocar experiências com os outros e aproveitar bem sua existência. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude de questões socioculturais e da formação familiar. A princípio, a lenta mudança na mentalidade social apresenta-se como um complexo dificultador. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da saúde mental é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se a pessoa cresce inserida em um contexto ignorante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa. Além disso, a formação familiar ainda é um grande impasse para a resolução do problema. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática da saúde mental no século XXI apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta o extermínio por forças externas, visto que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas e se estende por uma longa linha do tempo. Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a criação de ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar na sociedade atual, pela Secretaria de Cultura, em parceria com o Ministério Público, por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos, além de relatos e dados estatísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados.