Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 24/11/2020
Sendo o atual cenário de quarentena uma influência para que distúrbios mentais sejam facilmente desenvolvidos, a saúde psicológica se tornou um assunto visto com um pouco mais de cuidado desde então. Isso está claro nos jornais, programas e redes sociais em que a frase “fique em casa e se cuide” se tornou praticamente automática.
Sinto em constatar que esse hábito de autocuidado deveria ter sido cobrado há muito tempo. Sempre foi exigido de trabalhadores e estudantes o seu melhor desempenho, mas a preço de quê? De qualquer coisa. Como estudante, nunca vi por parte da escola nenhuma atenção genuína voltada para a saúde mental de seus alunos.
Dentro de casa alguns comportamentos que indicam problemas psicológicos passam despercebidos. Muitas vezes os responsáveis e familiares não tem muito conhecimento sobre o assunto, e quando percebem alguma coisa diferente não sabem ao certo o que fazer. Também é difícil cobrar autocuidado de algumas pessoas que não percebem o próprio estado emocional; é como pedir para uma pessoa com problemas na perna simplesmente se levantar e sair correndo.
A solução para que os cuidados mentais sejam tratados com mais atenção e cautela vai além de apenas avisar e exigir um autocuidado das pessoas; é necessário que instituições escolares e ambientes de trabalho forneçam acesso à psicoterapeutas - mesmo que estes não estejam diretamente ligados à essas instituições. Precisamos enxergar a necessidade desses profissionais assim como vemos psiquiatras e etc…
E principalmente, é necessária a normalização de consultas psicológicas; é urgente que ocorra a desmistificação de que apenas pessoas loucas devem consultar um psicoterapeuta. Todos precisamos cuidar de nossas mentes, da maneira correta e melhor orientada possível.