Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 25/11/2020

Apesar de necessário, o autocuidado é constantemente subestimado por muitas pessoas. Não é incomum ouvir pessoas mais velhas fazendo comentários que associem o cuidado da saúde mental com loucura, retardos mentais e até mesmo classe social; o problema, é que essa negligência a tratamentos psicológicos e psiquiátricos ocasiona um distanciamento entre geração atual e esses recursos, fazendo com que nossos transtornos mentais não sejam diagnosticados e tratados.

Quando escutamos a palavra autocuidado, a primeira coisa que nos passa à cabeça é o cuidado com a aparência, o que é diretamente ligado a feminilidade e fragilidade. Por isso, além do preconceito dos mais velhos, existe um preconceito masculino em relação ao cuidado da saúde mental, já que para a grande maioria dos homens, procurar um psicólogo é sinal de fraqueza. Todo esse preconceito em relação a procurar terapia faz com que criemos uma sociedade doente, onde nem os adultos, nem os jovens recebem a ajuda necessária para viver de forma saudável. Por esse motivo, o cuidado de si é importante, ele pode não ser uma terapia com um profissional,  mas nos ajuda a se sentir bem com nós mesmos, a relaxar, refletir e se amar.

O autocuidado pode começar com pequenas ações, como se esforçar para tomar um banho em um dia difícil sair da cama, exercitar-se para espairecer as ideias e diminuir o estresse ou até mesmo se afastar de pessoas que lhe fazem mal. O cuidado de si liberta, seja dos problemas que nos afligem ou de situações tóxicas que vivenciamos.

Portanto, cuidar da sua higiene, da sua saúde física e mental é fundamental para que nos tornemos mais resilientes e vivamos confortavelmente em nossa pele. Quando nos ajudamos, nos tornamos hábeis a ajudar outras pessoas e fazer com que nossa sociedade seja mais saudável . Estar bem consigo, faz com que nossas relações sociais também sejam mais sadias, como diria Rupaul Charles: “se não podes amar a si, como amarás um outro alguém?”.