Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 26/11/2020
A obra literária “O Alienista”, do escritor Machado de Assis, narra a história do Dr. Simão Bacamartes, um psiquiatra que abriu uma clínica para estudar a loucura e doenças da mente. Com isso, Simão começa a internar várias pessoas da cidade, no começo pessoas com desvios, mas depois as pessoas sãs e por fim, ele percebe que o desvio estava nele e acaba se internando. De similar maneiraoga à obra, a saúde mental contemporânea ainda é negligenciada e a cultura do autocuidado é desprezada. Isso se deve, majoritariamente, pela cobrança excessiva por produtividade, tanto do indivíduo próprio quanto da sociedade e pelo desprezo da família e escola.
Em primeiro lugar, é lícito postular a cobrança excessiva como impulsionadora desse revés. Nesse sentido, segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer: “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Nessa perspectiva, muitas pessoas realizam uma cobrança automática exacerbada, visto que prezam pela produtividade e rendimento. No entanto, acabam se esquecendo da importância do autocuidado e sacrificam sua saúde. Logo, um déficit na cultura do autocuidado é gerado pela dificuldade de lidar com as resultados em doenças mentais como depressão, ansiedade e até mesmo suicídio
Em segundo lugar, é importante pontuar a falta de problematização da família e escola como agravante da problemática citada anterior . Por esse ângulo, o âmbito familiar e escolar, muitas vezes, é omisso quanto às dores psíquicas dos jovens, uma vez que expressões de base baseada em conceitos mal formulados ou não esclarecidos dificultam a problematização. Nesse espectro, é fundamental o autoconhecimento para encontrar esses encontros e consequentemente os ambientes de vivência serão impulsionados para mudar de perspectiva.