Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 03/12/2020
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não vem reverberando com ênfase na prática quando se observa a saúde mental da população brasileira juntamente com pouco incentivo a cultura do autocuidado, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imprescindível a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a precariedade no atendimento a saúde mental, principalmente em se efetivar diagnósticos e tratamento para crianças e adolescentes que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) são os grupos que mais são não diagnosticados e tratados. Nesse sentido, a ausência de assistência aos jovens pode gerar diversas consequenciais maléficas como o aumento no consumo de álcool e drogas, surgimento de doenças psicológicas como depressão e até mesmo a evolução do quadro até o suicídio.
Ademais, é fundamental apontar o pouco incentivo a cultura do autocuidado como impulsionador da problemática de saúde mental no Brasil. Segundo a série americana 13 razões porque, mostra que até chegar ao ato de suicídio a pessoa passa por diversas situações como baixa autoestima. Logo, é de extrema importância a implementação de projetos que visem o incentivo a cultura do autocuidado principalmente aos jovens e adolescentes.
Depreende-se, portanto a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde se juntem com o intuito de formular um projeto que vise a implementação de centros especializados em saúde mental em escolas e universidades de todo o país a fim de orientar, incentivar, diagnosticar e fornecer tratamento para todos os jovens.