Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 10/12/2020

Como ir além do setembro amarelo?

A saúde mental nunca esteve tão em pauta e ao mesmo tempo tão ameaçada. De um lado, temos a descrença e o deboche, produtos da ignorância da cultura secular de negligência. Do outro, um mundo no auge do capitalismo, no qual tempo é dinheiro. Jovens e adultos sofrem de crises nervosas, depressão e ansiedade. Se esse é um cenário global, qual a razão desse assunto não ser prioridade nas discussões, conversas e políticas públicas?

Nos séculos anteriores ao século XXI, doenças psicológicas e crises nervosas muitas vezes eram tratadas com crueldade. Em vista disso, as gerações que hoje são avós e pais, cresceram sem que pudessem aprender sobre autocuidado. O resultado disso é catastrófico, os que sobreviveram, educaram seus filhos da mesma forma violenta e distante que lhes foi ensinada. Esse ciclo de silêncio e violência cria uma sociedade onde qualquer autocuidado é egoísmo ou frescura.

Por outro lado, o mercado de trabalho tem buscado as famosas “soft skills” em seus candidatos. Esse termo tem a ver com competências sociais e mentais. As que mais se destacam são o controle emocional e o trabalho em equipe. Essas, são pouco desenvolvidas na vida escolar e universitária, sendo jogadas de lado para dar lugar a maior quantidade de conteúdo téncnico possível.

Em consequência dos fatores apresentados, apenas debater sobre saúde mental uma vez ao ano não é suficiente. O governo Federal deve implantar e fotalecer políticas públicas que visem o ensino de soft skills desde a primeira infância, proporcionando uma base psicológica concreta no desenvolvimento da juventude. Enquanto isso, é papel das empresas fincanciar apoio e treinamento psicológico aos seus funcionários, assim como as globais Google e Microsft, visando a reparação mínima nos adultos para que possam contribuir de forma sadia e ativa no desenvolvimento das gerações futuras.