Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 10/12/2020

“Temos que reconhecer humildemente: desenvolvimento tecnológico não trouxe o desenvolvimento psíquico esperado”. O pensamento do professor e psiquiatra Augusto Cury refere-se a um tema recorrente e importante na sociedade atual: a saúde mental. Logo, é válido analisar que o crescimento de doenças como depressão, ansiedade e o aumento no número de suicídios é resultado de uma sociedade sobrecarregada de problemas emocionais, sociais e mentais. Dessa forma, é visível que o excesso de informações e a ineficiência governamental corrobora para o aumento de problemas relacionados a saúde mental no país. Surge assim a necessidade de analisar as razões que tornam essa questão uma realidade na sociedade contemporânea.

Primeiramente, é válido analisar que o desenvolvimento tecnológico definiu uma nova era carregada de informações que alterou o modo de vida da população. Dentre os diversos fatores, o surgimento da internet e a globalização foi responsável pelo distanciamento físico das pessoas que começaram a se relacionar por meio das redes sociais. Segundo Zygmunt Bauman “as redes sociais são maravilhosas e oferecem serviços prazerosos, mas são uma armadilha", nesse sentido, o acesso a diversos conteúdos, discursos de ódio e a necessidade de uma vida perfeita exibida nos meios sociais levou um grande número de pessoas a desenvolverem problemas emocionais como ansiedade e depressão.

Além disso vale ressaltar que há um baixo incentivo na questão da saúde mental. Logo, os altos índices de ansiedade, depressão e estresse são evidentes mas não é observado como preocupante, visto que falta investimentos na área de saúde psicológica, como mostra dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que embora os transtornos mentais sejam responsáveis ​​por mais de um terço do número total de incapacidades nas Américas, os investimentos atuais estão muito abaixo do necessário para abordar sua carga para a saúde pública. Logo, é visível que  as decisões tomadas pelos governantes interferem diretamente na qualidade de vida da população.

Portanto, deve se contornar os problemas atuais para se alcançar o bem comum da sociedade. Logo, o governo federal em parceria com os meios de comunicação e o Ministério da educação devem investir em projetos nas escolas e hospitais voltados para a conscientizar a população sobre a importância do autocuidado e da saúde mental, além disso o governo federal precisa fiscalizar o que é publicado nas redes sociais, proibindo e punindo os responsáveis por conteúdos ofensivos ou agressivos ao psicológico. Ademais, o Ministério da Educação precisa investir em postos públicos de saúde e inserir profissionais qualificados e capacitados para atender as pessoas com problemas psicológicos, além disso deve investir em projetos que incentivem as pessoas a procurarem ajuda.