Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 15/12/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, a realidade hodierna é bastante contraditória, visto que a saúde mental é uma das mazelas da atualidade. Isso se dá, ora pela sobrecarga de tarefas, o que leva a ausência de autocuidado, bem como pela falta de instituições de saúde mental provenientes do governo. Nesse ínterim, hão de ser analisados tais pontos, a fim de que possa liquidá-los de maneira eficaz.
Em primeira análise, é indubitável que a ausência do autocuidado pode contribuir para um problema futuro. Segundo a doutora em enfermagem estadunidense, Dorothea Orem, o autocuidado pode ser definido como a prática de atividades que as pessoas desempenham em seu benefício para preservar a vida, a saúde, o contínuo bem-estar e o desenvolvimento pessoal. Partindo desse pressuposto, é notório que a cada dia a sociedade deixa de lado as coisas que lhe proporcionam prazer, para cumprir listas imensas de tarefas do home office, escola e outros. Sob o mesmo ponto de vista, cabe salientar que o autocuidado é de extrema importância e a ausência dele pode levar a problemas de saúde mental, como crises de ansiedade e também depressão.
Em segundo lugar, é imprescindível dizer que a falta de instituições de saúde pode levar a um futuro problema na sociedade. De acordo com a Constituição Federal de 1988, é direito de todos os cidadãos o acesso à saúde. Entretanto, a saúde mental nem sempre foi observada com a devida importância que se deve ter. Acerca dessa lógica, o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo (9,3% da população) e 5,8% dos brasileiros sofrem de depressão, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Dessa forma, a presença de psicólogos e psiquiatras na sociedade poderia influenciar na diminuição desses dados, já que eles são os profissionais capacitados para tratar esses casos.
Diante do exposto, verifica-se que a boa saúde mental e o autocuidado estão distantes da realidade dos indivíduos da modernidade. Portanto, em virtude dos fatos analisados, cabe ao Ministério da Saúde -órgão responsável pela saúde da população- criar hospitais públicos de saúde mental e também projetos para expor a importância do autocuidado, por meio de destinação de verbas públicas para contratação de profissionais qualificados como também por intermédio de atos educativos e campanhas de mobilização. Com o intuito de diminuir os casos de ansiedade e depressão, assim como proporcionar uma saúde de qualidade que é direito de todos, como Constituição Federal garante.