Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 15/12/2020
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a maioria dos transtornos mentais que afetam jovens não são diagnosticados e tratados. Entre as possíveis causas para essa problemática existem a banalização das doenças mentais e o preconceito que os portadores vivenciam. Sendo assim, esse contexto representa um cenário preocupante pois a ausência de tratamento adequado acarreta efeitos negativos na vida desse indivíduo. Logo, medidas devem ser tomadas para mudar essa realidade.
Em primeira instância, é preciso considerar as causas desse problema. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do homem”, nesse sentido é possível perceber que a falta de instrução dos cidadãos ocasiona a banalização das doenças mentais que são classificadas como preguiça ou falta de fé. Ademais, o preconceito com os portadores dessas doenças também é um efeito da falta de informação, o que torna comum cidadãos desistirem de procurarem ajuda por receio de serem considerados fracos ou incapazes.
Em segundo lugar, é preciso considerar as consequências geradas por esse problema. O filme “O lado bom da vida”, lançado em 2012, conta a história de dois personagens que decidem participar de uma competição de dança, entretanto o que seria um desafio pequeno se torna algo complexo, uma vez que essas pessoas lidam com obstáculos como depressão e ansiedade. Assim como no filme, na vida real as doenças psicológicas ocasionam problemas como o baixo desempenho no trabalho ou na escola e relações pessoais fragilizadas. Todos esses problemas afetam drasticamente a qualidade de vida do indivíduo e pode provocar atitudes como o suicídio caso não exista um tratamento adequado seguido de atitudes de autocuidado como exercícios físicos e momentos de lazer e descanço.
Diante dos fatos expostos, é evidente que informações sobre saúde mental precisam ser democratizadas. Segundo o ativista Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, nesse sentido o Ministério da Educação deve criar um programa educacional que aborde as problemas relacionados à saúde mental nas escolas por meio de paletras e exposição de documentários. Esse programa deve ser executado por estudantes da licenciatura de universidades federais e deve ser expandido ao ensino superior, da mesma maneira, como parte do estágio obrigatório desses universitários. Sendo assim, o objetivo dessa ação é a transformação da realidade por meio da educação, visto que os alunos participantes do programa também serão agentes de transformação no seu meio social, de forma que a banalização dessas doenças e o preconceito com seus portadores sejam impedidos. Dessa forma, dados como o divulgado pela Organização Mundial da Saúde não existirão no futuro.