Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 22/12/2020
Na primeira metade do século XIX, a competência para cuidar dos indivíduos que padeciam de transtornos ou doenças mentais era das Santas Casas de Misericórdia. Com a passar dos anos, as instituições foram alvos de denúncias e protestos associados à maneira como os enfermos eram tratados. Atualmente, apesar dos inúmeros avanços sociais e medicinais, a saúde mental e a cultura do autocuidado não são promovidos adequadamente. Nesse contexto, a insurgência do problema é consequência do desencorajamento da busca por atendimento especializado e da negligência governamental.
Em primeiro lugar, é irrefutável que o desencorajamento da busca por profissionais da área da saúde mental contribui expressivamente para a expansão da problemática. Isso porque, o indivíduo que deveria ser estimulado a procurar meios que promovam o equilíbrio cognitivo e emocional é, contrariamente, vítima de esteriótipos que criam abismos entre o desequilíbrio emocional e a solução. Nesse viés, o psicólogo suíço Jean Piaget afirma que os fenômenos mentais representam a conexão da biologia humana e da vida em sociedade. Com efeito, é substancial o debate e a alteração do quadro.
Ademais, outro fator que impossibilita o estímulo à saude mental e à cultura do autocuidado é a negligência governamental. A despeito da Constituição Federal outorgar aos membros federativos a competência para promover ações e serviços de saúde eficazes, na prática as pessoas que buscam por atendimento psicológico por intermédio do Sistema Único de Saúde encontra morosidade nos precessos e insuficiência de profissionais para atender a demanda. Desse modo, a solução é a prática de atitudes conjugadas da sociedade civil e do Estado.
Portanto, medidas são necessárias para contornar o embróglio. Primeiramente, cabe ao Governo Federal por intermédio do Sistema Único de Saúde fornecer atendimento psicológico remoto pela internet para todos que desenjarem o amparo, a fim de preservar a privacidade dos atendimentos e a saúde mental dos atendidos. Além disso, a mídia deve veicular campanhas que disseminem preceitos atrelados à cultura do autocuidado e alertem sobre a importância de preservar a saúde mental, para atenuar preconceitos e fomentar a busca por tratamento.