Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 23/12/2020

O termo globalização está diretamente ligado à concepção de consumo em massa, pela qual o núcleo familiar insere-se em função da identidade construída pelo ato de consumir. Assim sendo, a preservação da saúde mental no Brasil é dificultada pois, o atual sistema capitalista desencadeia nos indivíduos o consumo exagerado tornando-os ansioso e faz com que busquem em medicamentos, maneiras pouco seguras para se destacarem no cenário globalizado.

A priori, é imperioso destacar que a ansiedade é uma doença que surge com a falta de saúde mental e que está ligada ao sistema capitalista de consumo criado no século XX. Isso porque, ao incitar o consumismo cria não só, mas principalmente nos jovens a adultos o sentimento de obrigação de manter a mente e o corpo trabalhando a todo momento. Esse panorama se evidencia no Brasil que, por ser o país mais ansioso do mundo segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), desencadeia a vontade pelo “ter” na sociedade globalizada. Dessa froma,o que por um lado fortalece o sistema, por outro tornam os indivíduos sem sanidade mental.

Outrossim, é importante salientar que o sociólogo Zygmunt Bauman critica em “Modernidade Líquida” a sociedade padronizada. Dessa maneira, os cidadãos por serem acomodados às facilidades fazem o uso de medicamentoss com estimulantes cerebrais quando não conseguem se adequarem aos padrões de emprego e vida perfeitos para se destacarem nas àreas que estão pouco satisfeitos com os resultados, prejudicando a saúde mental por se automedicarem com a intenção de entrar nos padrões sociais impostos.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para isso, o Ministério da Saúde deve se unir com a mídia para que o avanço da globalização seja contido, através de propagandas mostrando os efeitos negativos que a falta de sanidade mental causa na população, além de tirar o acesso aos estimulantes sem prescrição médica. Desse modo, o Brasil preservará a saúde mental.