Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 28/12/2020
A Constituição da República Federativa do Brasil garante, em seu artigo 196, o direito à saúde e a diminuição de agravos por meio de políticas públicas. Entretanto, o autocuidado e a saúde mental são considerados tabus, criando problemas como o impacto da desigualdade social na mente das pessoas e o individualismo advindo da era tecnológica, que devem ser levados em consideração para um debate produtivo acerca da temática.
Em primeira instância, cabe ressaltar a urbanização e a relação com a renda. Sendo assim, é utilizado, em países emergentes, um modelo que resulta na favelização devido ao processo de gentrificação, que afasta a população carente dos centros. Logo, nas favelas, não se oferece diversão e atividades lúdicas voltadas ao bem estar, que são fundamentais para uma vida e uma mente saudáveis. De maneira análoga, o sociólogo Max Weber apresenta o Esquema de Graduação, no qual fatores como tipo de trabalho influenciam na obtenção de recuros e tempo para o autocuidado.
Ademais, é preciso um olhar atento para o tempo dedicado aos aparelhos tecnológicos. Dessa forma, há a criação de um paradoxo que aproxima distâncias longínquas e afasta pessoas do convívio presencial. Contudo, apesar de ter facilitado a comunicação, resgatou o individualismo e egocentrismo da segunda geração romântica, além de contrariar o filósofo grego Aristóteles que, em uma de suas teorias, afirma o fato de o homem ser um ser social. Então, o ressurgimento da angústia pelo isolamento se torna um fator determinante na discussão da saúde mental.
Em suma, para solucionar o impacto da desigualdade e do egoísmo na sociedade, é preciso medidas. Dessarte, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério do Trabalho, necessita contribuir para gerar empregos através da construção de locais de lazer, casas de apoio emocional e fornecer psicólogos, a fim de chegar ao indivíduo que não é contemplado por políticas de apoio e trabalho. Outrossim, o Ministério da Educação deve incentivar os jovens a se conectar em rodas de conversa, colaborando na formação de laços e cumprindo uma Carta Magna.