Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 28/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas(ONU),em 1948,a Declaração Universal dos Direitos Humanos,garante a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social.Entretanto,a negligência do Estado e o capitalismo impedem que os brasileiros usufruam das prorrogativas supreacitadas,pois corrobora para o desenvolvimento de problemas de saúde mental e queda da cultura do autocuidado.Dessa forma,acarretando depressão,ansiedade e comportamento violento.Por isso,para combater essa situação são necessárias,como uma parceria entre o Estado e o Ministério da Saúde.
Em primeiro plano,cabe ressaltar que,conforme Thomas Hobbes,filósofo inglês,“É dever do Estado zelar pelo bem-estar da sociedade,pois ambos estão unidos pelo contrato social’’.No entanto,apesar da Constituição Federal brasileira de 1988–norma de maior hierarquia no sistema jurídico–assegurar que ‘‘Todos têm direito à saúde’’,essa ainda é deficiente,tendo em vista as altas taxas de problemas de saúde mental entre os brasileiros,como depressão e ansiedade,Dessa forma,propiciando as utilizações abusivas do álcool,das drogas,comportamentos violentos e isolamento social,como retratado na obra cinematográfica"Por Lugares Incríveis’’,da Netflix,ao abordar temas como,luto,depressão,ansiedade,suicídio e solidão na ótics de dois adolescentes e como esses problemas atingem as vítimas e os familiares.
Em segundo plano,vale mencionar que essa situação é corroborada pelo efeito do capitalismo,porque,consoante Zygmund Bauman,sociólogo polonês,em sua obra “Modernidade Líquida’’,o indivíduo está em um mundo fluído– desprendido de valores- e os relacionamentos interpessoais tem a lógica do consumo–descartáveis.Ao seguir essa linha de pensamento,observa-se que essa temática contribui para altas taxas de problemas de saúde mental,pois a depressão, a ansiedade e a bipolariedade são frutos sentimentos de não pertencimento ao mundo,perda dos valores,pressões constantes da sociedade pelo sucesso social e financeiro.
Dado o exposto,cabe ao Estado,como gestor dos interesses coletivos,por intermédio do Ministério da Educação,autorizar aulas e palestras que abordem os problemas como,depressão,suicídio e ansiedade,além de orientar e instruir os funcionários e os professores,com a intenção de detectar mudanças no comportamento dos jovens,como sinais de bipolariedade,isolamento e ações violentas.Essas ações devem ser realizadas com uma parceria entre as escolas e os psicólos,com o objetivo de apoiar,conversar e instruir as vítimas e os familiares.Para que,com isso,as crianças e os jovens possam usufruir de uma vida saudável e sem traumas.Feito isso,o Estado estará respeitando os direitos garantidos pela Organização das Nações Unidas.