Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 01/01/2021
A Constituição Federal de 1988 - documento júridico mais importante do país - prevê em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, esse direito não tem se manifestado com ênfase quando se observa a saúde mental e a importância da cultura do autocuidado, dificultando, deste modo, a universalização desse direto social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para estimular o cuidado da saúde mental à população. Dessa maneira, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os didadãos desfrutem de direitos imdispensáveis, como a saúde, o que é evidente no país. Nesse sentido, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos transtornos mentais que afetam os jovens não é diagnosticada e nem tratada, comprometendo a estabilidade física e mental do indivíduo.
Ademais, é fundamental apontar a falta de insentivo ao desenvolvimento do autocuidado como impulsionador do problema. Assim, o autocuidado tem o objetivo de desenvolver hábitos que visam o bem-estar. Diante de tal exposto, hábitos como leitura, interação com pessoas e prática de exercícios físicos, são exemplos de atividades que melhoram a qualidade de vida e consequentemente a saúde mental.
Deprende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministero da Saúde, por intermédio das redes sociais, implante campanhas alertando e insentivando a população sobre como cuidar da saúde mental e como desenvolver a prática do autocuidado, sendo executada pela divulgação de vídeos e imagens. Assim, será consolidada uma sociedade permeada pela efetivação, em que o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.