Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 05/01/2021

Promulgada pela ONU, a Declaração Universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo tal prerrogativa não tem se reverberado, visto que, a saúde mental e o autocuidado têm sido fatores inalcançáveis para muitos. Diante dessa perspectiva, faz-se imprescindível a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Segundo Epicteto, filósofo grego da antiguidade, ‘’só a educação liberta’’, nesse sentido, sabe-se que a educação é crucial para o desenvolvimento de um país, no entanto, tem sido ausente e precária quando se fala de saúde mental e o autocuidado majoritariamente dos jovens brasileiros. Atualmente, dados mostram que o suicídio está entre as três causas que mais matam jovens de 15 a 19 anos, o que infelizmente é evidente no país devido a falta de subsídios educacionais e sociais para melhorar essa situação.

Ademais, é notório que os jovens estão constantemente pressionados e preocupados com diversos fatores que a sociedade impõe do que é certo e ideal, como exemplo disso, dentro das mídias se tem a padronização de beleza, dentro das escolas e universidades o pressionamento de um futuro e dentro das casas, cobranças e exigências familiares. Indubitavelmente, cabe a sociedade a mudança desse pensamento utópico, mas sem a conscientização de realidade da população, é imprescindível que haja assistência e tratamento obrigatório dentro de escolas e que o acesso seja facilitado fora delas, para que assim se aprenda a necessidade do autocuidado no mundo contemporâneo.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse problema. Para isso, cabe a Organização Mundial de Saúde, juntamente ao Ministério da educação, por intermédio de programas de subsídios, formem centros psicológicos obrigatórios dentro das escolas, assim como palestras de autocuidado. Dessa maneira, o Brasil e majoritariamente os jovens superem esses obstáculos para uma sociedade melhor.