Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 05/01/2021

Para a OMS o conceito de saúde não se trata apenas da ausência de doenças, mas se estende ao bem-estar físico e mental. Para que esse modelo seja cumprido, é preciso que práticas de autocuidado sejam incorporadas à rotina da sociedade, hábito que encontra obstáculos como a falta de apoio psicológico e o imediatismo dos indivíduos.

Em primeira análise, é importante salientar que a falta de auxílio psicológico contribui para a persistência das doenças mentais no cenário mundial. Conforme dados da OMS, grande parte dos jovens que sofrem de enfermidades mentais não receberam ajuda profissional. Além disso, os indivíduos que possuem essas enfermidades e não recebem auxílio, dificilmente agregarão à rotina hábitos de autocuidado, uma vez que um dos sintomas presentes em doenças como depressão é a falta de interesse em atividades do tipo.

Ademais, é preciso destacar que o imediatismo presente no cotidiano da sociedade contemporânea dificulta a realização do ato de cuidar de si. Para o sociólogo Zygmunt Bauman, os indivíduos se tornaram mais imediatistas. Nesse contexto, a rapidez com que os seres desejam alcançar seus objetivos faz com que estes preencham praticamente todo o tempo com tarefas voltadas para isso. Dessa forma, as atividades direcionadas ao bem-estar são negligenciadas.

Assim, faz-se necessário que o Estado, por meio de políticas públicas aumente o número de psicólogos disponíveis para atender a população, aumentando a oferta de tratamento para doenças mentais. Ainda, é importante que a mídia divulgue campanhas que incentivem o autocuidado, auxiliando na prevenção de tais doenças. Desse modo, tornar-se-á possível que o corpo social se aproxime do ideal de saúde da OMS.