Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 05/01/2021

O quadro “O Grito” do pintor Munch traz a imagem aterradora de uma pessoa que aparenta gritar em desespero evidenciando uma condição mental em desequilíbrio. Embora este quadro seja assustador, essa realidade de desequilíbrio psicológico tem cada vez menos sido uma exceção na sociedade brasileira moderna em especial nos tempos de pandemia. Por isso, é fundamental dar atenção à saúde mental e apresentar algumas medidas de autocuidado.

Primeiramente, o desequilíbrio mental em quadros de ansiedade e depressão tem diferentes causas que variam de pessoa para pessoa. No entanto, essas causas podem ser potencializadas pelo uso excessivo de redes sociais e meios digitais de comunicação em detrimento do autoconhecimento e das relações sociais de qualidade. De acordo com a pesquisadora da universidade de Yale. L. Santos que estuda a ciência por de trás da felicidade, o excesso de mídias sociais pode deturpar a maneira como encaramos o mundo e nos tornar menos gratos pelo que temos porque nos colocamos todo o tempo em posição de comparação e dúvida.

As consequências de se ignorar a saúde mental são inúmeras e perpassam o suicídio, o aumento da criminalidade visto que algumas pessoas acreditam que bens materiais podem suprir o vácuo sentimental das mesmas, relações afetivas familiares degradadas entre outros efeitos nefastos. Neste sentido, o Filme o Coringa estrelando J. Phoenix apresentou um apanhado extremante interessante das causas e efeitos sociais do desequilíbrio mental na vida em sociedade. Este filme ilustra como mazelas urbanas podem degradar a saúde mental. E mostra como a negligência com o autocontrole psicológico, potencializado pelo ambiente tóxico, pode afetar completamente a saúde mental das pessoas.

Fica evidente desta forma que tratar da saúde mental é tema da maior importância para o Brasil seja em tempos de pandemia ou não. O ministério da saúde tem responsabilidade central neste sentido e deve comandar campanhas publicitárias indicando como encontrar ajuda e tratamento. Isto deve ser feito por meio dos veículos de comunicação indicando como obter ajuda e quais as estratégias de autocontrole e autoajuda podem ser adotas de maneira individual. Não só isso, o ministério da saúde deve elaborar o planejamento da expansão dos serviços de apoio psicológicos já existentes na rede pública de saúde de modo a facilitar o acesso a este recurso tão importante. Como efeito desse planejamento e dando a devida importância à saúde mental, a população que necessita de ajuda não será mais retratada como no quadro O Grito, mas será retratada como uma população feliz.