Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 10/01/2021
Ter hábitos saudáveis e cuidar do corpo e mente é extremamente importante para o desenvolvimento de uma vida plena. No entanto, a sociedade contemporânea não percebe o autocuidado como essencial para o desenvolvimento do ser humano. Esse problema, cuja causa se relaciona, sobretudo, com a ideologia capitalista que valoriza o trabalho em excesso, gera consequências graves como o desenvolvimento de doenças mentais.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que o capitalismo é um dos principais motivos da ausência do autocuidado na sociedade. Nesse contexto, por ser uma ideologia que foca no trabalho excessivo e faz com que as pessoas dediquem grande parte do seu tempo na obtenção de dinheiro, em detrimento de outras áreas da vida como o desenvolvimento de hábitos saudáveis. Nessa perspectiva, o filósofo Karl Marx define o trabalho como a atividade sobre a qual o ser humano dedica sua força. Com base nessa premissa, percebe-se que, por se dedicar em excesso a seus empregos a população apresenta um tempo escasso para dedicar ao seu autocuidado como praticar exercícios físicos, cuidar da alimentação e ter uma vida social. Dessa modo, por não cuidar de si próprio da maneira adequada o indivíduo fica vulnerável a desenvolver doenças.
Em decorrência disso, a incidência de doenças mentais vem aumentando, nas últimas décadas. Dessa forma, por não cuidarem do corpo e da mente, doenças como depressão, ansiedade, síndrome do pânico têm se tornado comum. Nesse horizonte, a OMS( Organização Mundial de Saúde) destaca que 5% da população de todo globo sofre de depressão, fato que corrobora para a necessidade de políticas públicas que visem a conscientizar a população sobre a importância de dedicar tempo a cuidar de si mesmo.
Medidas, portanto, tornam-se necessárias para que a população adquira o hábito do autocuidado e beneficie, assim, a sua saúde mental. Nesse sentido, o Governo Federal, com auxílio do Ministério da Saúde e da Educação, deve promover palestras, em todas as escolas brasileiras, ministradas por psicólogos e pedagógos com conhecimento em saúde mental. Com isso, os jovens serão instruídos sobre os impactos negativos que o excesso de trabalho pode gerar na vida de um indivíduo, já que este diminui o tempo que a cidadão possui para adquirir hábitos saudáveis e cuidar de si próprio, como também da sua saúde física e mental. Destarte, a sociedade entenderá que para o desenvolvimento de uma vida plena o que importa é como se vive e não o quanto de dinheiro si tem.