Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 13/01/2021

No século XIX, o sociólogo Émile Durkheim elaborou uma teoria que a sociedade funciona como um organismo vivo, todas as suas partes devem viver em harmonia para alcançar o bem-estar social. Todavia, convém ressaltar que, sob a óptica do pai da sociologia, o Brasil caminha a passos lentos para atingir esse ideal, haja vista a existência de problemas em relação à saúde mental, motivado pela cultura da produtividade e preconceito da sociedade. Logo, é necessário que a cultura do autocuidado seja incentivada.

Primeiramente, a cultura da produtividade presente na sociedade contribui para existência desse problema. Por exemplo, a música `` admirável chip novo´´ demonstra uma sociedade pautada na busca na máxima produtividade sem levar em conta as demais necessidades de uma pessoa. Dessa forma, as pessoas tendem a acarretar problemas psicológicos devido a exessiva cobrança por eficiência.

Além disso, o preconceito presente na sociedade também cria vicissitudes para que haja o incentivo a cultura do autocuidado. Só para ilustrar, o filme `` a dama de ferro´´ releva como a personagem principial tenta esconder seus problemas de saúde mental por medo de demonstrar fraqueza. Fora da ficção, essa é a realidade vivida por inúmeras pessoas que não buscam ajuda para seus problemas de saúde por medo do julgamento da sociedade.

Portanto, o Governo deve, por intermédio do Ministério da Saúde, criar um programa social chamado ``autocuidado´´. Tal projeto consistira na exibição de entrevistas com especialistas no assunto na televisão e rádio sobre a importância da cultura do autocuidado, com a finalidade de combater a cultura da produtividade e preconceito da sociedade sobre o tema, assim, beneficiando as pessoas que necessitam de ajuda. Deste jeito, o Brasil estará mais próximo do ideal proposto pelo pai da sociologia.