Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 11/01/2021

De acordo com o Art. 196 da Constituição Federal, a saúde é um direito universal e o Estado deve garanti-lo. No entanto, o que ocorre na prática é a ausência de medidas efetivas do governo, criando uma falsa noção de cidadania, sobretudo, em relação aos indivíduos que sofrem com a saúde mental e com a falta de cuidado. Assim, essa mazela promove consequências terríveis, tais como: depressão e suicídio que afetam, principalmente, indivíduos que buscam alto desempenho na sociedade.

A priori, é fulcral perceber a omissão do Estado em relação à questão dos problemas psicológicos desenvolvidos por jovens e adultos. Dessa forma, o governo torna-se o grande impulsionador deste imbróglio, haja vista que dados do IBGE revelam o tamanho da negligência em relação ao investimento na saúde pública, mostrando que somente 9% do PIB é designado para a esse setor. Então, a população que sofre com problemas de saúde mental é extremamente desamparada socialmente e não usufrui de seus direitos na prática. Nesse aspecto, o escritor brasileiro, Gilberto Dimenstein, em sua obra “O Cidadão de Papel” evidencia que existem direitos constitucionais assegurados no papel; todavia, na realidade isso não ocorre, gerando uma “mascarada” noção de cidadania. Logo, essa parcela do povo continua desassistida e mergulhada em uma crise de saúde mental e social.

Por conseguinte, todos esses indivíduos que vivem desamparados socialmente pelo Estado usufruem de graves crises existenciais e se tornam ansiosos e depressivos, que são graves consequências da falta de cuidado mental. Além disso, essa patologia é agravada devido a sociedade de alto rendimento que foi imposta no século XXI, levando indivíduos à exaustão e ao suicídio, devido à rotina estressante e veloz que todos adquiriram. Desse modo, um exemplo disso, foram as ondas de suicídios com alunos de faculdades de medicina por todo o Brasil, segundo o G1, até mesmo na USP, a porcentagem de estudantes que procuraram o suicídio devido ao esgotamento mental foi enorme. Assim, esses casos revelam a prática desoladora de uma sociedade doente, que ao invés de buscar o autocuidado e o equilíbrio social buscam somente o alto desempenho e esquecem das medidas saudáveis.

Infere-se, portanto, que medidas são cruciais para efetivar o acesso à saúde, incentivar o autocuidado e combater os problemas da saúde mental. Destarte, o Ministério da Saúde, aliado ao Ministério da Economia deve aumentar a quantidade do PIB destinado à saúde para 12%. Isso, pode ser feito por meio incentivos fiscais à empresas e universidades que possuírem casos de indivíduos com esgotamento mental e tentativas de suicídio. Ademais, o valor do PIB poderá ser destinado a construção de áreas de lazer com video-games e mesas de jogos dentro de grandes fábricas e instituições, a fim de que se construa um país que cumpra sua Carta Magna e zele pelo povo. autocuidado saúde menta