Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 11/01/2021

‘‘Mente sã em um corpo sadio’’.Essa é uma frase presente em um poema satírico romano,no qual permite a reflexão sobre a necessidade do cuidado não apenas fisíco,mas também mental.Entretanto,ao partir para o contexto hodierno,nota-se a despreocupação social e governamental quanto ao autocuidado psicológico dos indivíduos.Nesse sentido,ressalta-se que a compactuação do capitalismo trouxe consigo,cada vez mais,a exigência laboral e redução do lazer,os quais são fatores propulsores de quadros depressivos e de ansiedade.Ademais, a taxação de ‘’louco’’ para os acometidos por doenças mentais é vista de modo pejorativo e preconceituso.Com isso,há dificuldade desses doentes admitirem suas doenças e buscarem auxílio.

Nesse viés,a Terceira Revolução Industrial trouxe consigo mudanças no âmbito econômico e social.Dentre essas transformações, vale citar a maior competitividade e busca pelo alto desempenho dos traballhadores.Sob essa perspectiva,o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han,em seu livro “A sociedade do cansaço”, discute brilhantemente acerca da autoexploração dos sujeitos sociais,os quais precisam demonstrarem serem sempre produtivos.Com isso, autocuidados como viajar e divertir com amigos não são mais valorizados.Todavia,esse hábito cultural vigente tem efeitos drásticos para a mente, propiciando o sugimento de psicopatologias.Sendo assim, o reconhecimento de que os seres humanos não são máquinas e devem respeitar seus limites é primordial para o bem-estar coletivo.

Em consonância à discussão abordada,é válido abordar que pessoas com problemas mentais no Brasil eram destinadas a manicômios, onde levavam choque e eram tratados sobre condições precárias e desumanas.A par disso, apesar desses locais serem extintos há vinte anos atrás,o estigma e marginalização desses doentes,infelizmente, ainda se perpetua.Desse modo,percebe-se a negligência governamental devido a ausência de politícas públicas que visem destacar sobre a importância do autocuidado, como também da busca de ajuda quando se tem doeças psicológicas ou psiquiátricas. Entende-se,portanto,que o cuidado com a saúde mental deve ser não só um direito previsto constitucionalmente,no artigo 196 , mas um costume cultural.Dessa forma,urge do Ministério da Saúde, propor um programa destinado à prevenção de doenças mentais,com intuito de estimular o autocuidado.Para isso,é fundamental a destinação de verbas para a contrução de mais centros psicológicos e psiquiátricos.Assim como também, a inserção de campanhas públicitárias, nas redes socias e TV, sobre como manter uma rotina de autocuidado e como buscar ajuda em caso de psicopatologias são atitudes essenciais para preservar o bem-estar coletivo e dar mais dignidade e cidadania aos cidadãos brasileiros.