Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 11/01/2021
Na série norte-americana " Euphoria “, produzida pela HBO, é retratado o drama vivido por adolescentes que mostram-se ter uma conturbada vida social, a fim de ressaltar a carência do autocuidado. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Rue, uma jovem de 17 anos que sofre de uma depressão a qual desencadeia na mesma o vício em drogas. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pela série pode se relacionar ao mundo atual. Por esse ângulo, gradativamente, a baixa autoestima representa impasses para o fim dos desafios de solidificar o autocuidado e para a influência comportamental do público, preso em uma grande bolha socioemocional.
A princípio, é mister analisar como a falta de conhecimento e informação ajudam a perpetuar as barreiras. Decerto, vale lembrar que no Brasil, segundo dados do IBGE, os índices de depressão e suicídios advindos de jovens e adolescentes tiveram um aumento percentual de 24%. A prova disso está na decorrência dessa falta de autossuficiência nos setores de cuidado à saúde, setores sociais e governamentais, por falta de implementação ou reestruturação de serviços de saúde mental que perpetuam muitos obstáculos, tal como a cultura da comparação excessiva advinda da baixa autoestima em meio as redes sociais, como, segundo o IBGE, demonstra que, o mesmo pode ser determinante para desencadear sentimentos de frustação e inferiorizarão dos mesmos, seja pelo pensamento recorrente de fracasso oriunda da equiparação a figuras de sucesso, seja pela falta de debates e diálogos com a finalidade de impor a importância do autocuidado com a saúde física e mental. Logo, é imperioso contornar esses obstáculos, com intuito de evitar que diversas pessoas tenham suas vidas devastadas.
Torna-se evidente, portanto, a substancialidade de ir de encontro aos impasses sociais que afetam negativamente a segurança e o bem-estar social dos inclusos nesse quadro. Cabe às instituições de ensino, junto á família, abordar e trabalhar a necessidade de se obter uma saúde mental e uma cultura de autocuidado presente diariamente, discutindo suas consequências e o que pode-se gerar, com o propósito de informar e alertar a sociedade. Ademais, é preciso que o Ministério da Saúde, por intermédio de verbas da União e do fundo rotativo, mova capital para criar leis mais punitivas para os praticantes de abuso psicológico, em prol da segurança dos afetados e da melhoria da saúde mental. Outrossim, o Ministério da saúde deve investir em psicólogos para orientar, trabalhar e ajudar os incluídos dentro dessa esfera. Além disso, as ONGs, junto à mídia, podem divulgar notícias e criar projetos dando dicas de autocuidado, por meio de campanhas publicitárias e trabalhos de conscientização. Dessa forma, contendo o embate deletério do problema no Brasil.