Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 12/01/2021
A Constituição Federa (CF) de 88 foi promulgada com promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da validação constitucional, percebe-se que a saúde mental configura-se uma lacuna no princípio da isonomia. Posto isto, nota-se que a saúde mental e importância do autocuidado possuem alicerces frágeis no país, em decorrência não só dos estigmas sociais, mas também da minimização e negligência da problemática.
No Brasil, pregresso à reforma psiquiátrica, a população portadora de doença mental era assistida por meio de internamentos compulsórios em manicômios em condições desumanas e submetidos a terapia de choque. Após o movimento da reforma psiquiátrica foram estabelecidos novas formas de pensar a saúde mental, rompendo barreiras e reintrodução dos sujeitos na esfera das relações sociais. Apesar desses progressos, há muito que descontruir da estigmatização social na saúde mental, principalmente no que diz respeito a inclusão social e promoção da cidadania.
Do mesmo modo, a atenção à saúde mental e importância do autocuidado é pouco reconhecida pela sociedade, visto que, para grande parte da população, a contemplação da saúde é apenas a ausência de enfermidades físicas. Dessa forma, as abordagens terapêuticas, principalmente o acompanhamento psicológico, ainda são negligenciados por vasta parte da sociedade, sobretudo pelo Estado, que não efetiva um tratamento qualificado e especializado para os indivíduos.
Diante do exposto, as discussões e reconhecimento da importância da atenção a saúde mental e cultura do autocuidado são indubitavelmente emergentes. No país, desde 2013 foi desenvolvida a Política de de Atenção à Saúde Mental, na qual pode ser fortalecida no ambiente acadêmico, com a integração dos discentes, docentes, núcleo familiar e apoio psicológico, trazendo a responsabilidade que compete ao Estado e sociedade civil, e, consequentemente assegurar os direitos dos brasileiros previstos na CF.