Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 15/01/2021
A sociedade brasileira, historicamente, não compreende a real importância de manter sua saúde mental estável. O acompanhamento psicológico, feito por psicólogos e psiquiatras, foi erroneamente estereotipado como algo direcionado apenas para deficientes. Entretanto, com o avento da pandemia gerada pela Covid-19 e todas as suas consequências sociais e econômicas, a população passou a entender o quão fundamental é desenvolver uma melhor gestão de emoções.
Primeiramente, é de fundamental importância ressaltar o preconceito estabelecido na sociedade quanto ao acompanhamento mental. As escolas, por exemplo, em nenhum momento trabalham com as crianças a necessidade deacontrolar suas emoções e de se autoconhecer. Por conseguinte, no processo de adolescência, encurralados por um turbilhão de sensações e sem o mínimo de diagnóstico e acompanhamento, a grande maioria acaba por desenvolver problemas como ansiedade e depressão.
Além disso, o uso intensivo de redes sociais também colabora para o desenvolvimento do sentimento de angústia. A vida retratada nas redes, por artistas famosos, é utópica. Porém, essa distinção entre vida real e fantasia nem sempre está clara para os jovens, que, consequntemente, se frustram e, perdidos, acabam em um processo cíclico de baixa autoestima e instabilidade mental.
Em síntese, percebe-se que a saúde mental é uma problemática que deve ser debatida desde a infância. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio de uma nova grade curricular, garantir a inserção da gestão mental desde o ciclo básico de ensino, visando, dessa forma, garantir que as crianças possuam um acesso imediato ao tema. Outrossim, se faz necessário que o Governo Federal, por meio de propagandas em redes televisivas e na internet, promova o combate a padronização social imposta pelas redes de sociais, visando, assim, preservar a autoestima de grande parte da sociedade, algo essencial para uma boa gestão emocional.