Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 15/01/2021

Iniciada em 2014, a campanha “Setembro Amarelo” foi desenvolvida para a prevenção do suicídio, no Brasil. O mês citado é composto por vários projetos como a iluminação de monumentos históricos e espaços públicos ou propagandas em meios de comunicação, afirmando a importância da sáude mental de todos os indivíduos, pois sem ela, o caminho é a autoquíria. Paralelamente à isso, é imprescindível analisar e discutir a desvalorização, por parte da sociedade contemporânea, do tratamento psíquico e a necessária atuação da cultura do autocuidado, que gera um bem estar psicológico equilibrado e, consequentemente, contribui para um melhor rendimento no trabalho.

Primordialmente, é fundamental desenvolver a problemática do enfraquecimento mental, por intermédio da negligência social neste assunto. Segundo o filósofo Sêneca, “é parte da cura o desejo de ser curado”, exemplificando a saúde psicólogica como dependente do querer individual do autocuidado. Porém, dados do site Saúde Business evidenciam que menos 3% da população brasileira faz terapia, demonstrando que há uma negativa relevância em tratar de problemas que envolvam a atenção às próprias necessidades mentais e ao desenvolvimento pessoal.

Ainda assim, caso ocorra o cuidado consigo mesmo, há o possível avanço no âmbito do trabalho. Na série Billions, Wendy é uma psicóloga que atua em uma empresa financeira, dando assistência aos funcionários ambiciosos que possuem a saúde mental fragilizada e, automaticamente, progridem na instituição. Associadamente à vida real, diante do sistema econômico vigente brasileiro, o individualismo e excessiva necessidade em obter lucro tornam a sociedade desvinculada da importância do processo progressivo psicológico. Contudo, se isso for efetuado, a ascensão do trabalhador ocorrerá de forma natural, conforme sua evolução na psique.

Posto isso, conclui-se que, é necessário uma maior compressão da cultura do autocuidado e o desenvolvimento da saúde mental. Uma solução eficaz para tal crescimento é a inserção de tratamentos gratuitos terapêuticos, em empresas, indústrias e instituições financeiras, realizada pelo Estado, em interação com o Ministério da Saúde. Tal ação tem como meio a contratação de psicólogos, com a disponibilização de investimentos públicos, para que, assim, no campo do trabalho atual capitalista, haja um maior desempenho profissional dos indíviduos brasileiros, em conjunto com a evolução na saúde psicológica, além de um possível avanço no processo de valorização do autocuidado. Dessa forma, a psique de cada um poderá ser analisada, aperfeiçoada e, episódios de suicídio, como os causadores da criação do “Setembro Amarelo”, serão evitados.