Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 14/01/2021

Na obra “A Cidade do Sol”, do filósofo italiano Tommaso Campanella, é retratada um sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de entraves. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que as enfermidades mentais no Brasil impossibilitam a concretização dos planos de Tommaso. Diante disso, cabe analisar a banalização das doenças psicológicos quanto a ineficiência governamental em promover o bem-estar social como fatores desse contexto, a fim de revertê-los

Nessa perspectiva, é relevante ressaltar que a normalização das doenças mentais, como a depressão, no meio coletivo é dado de forma preocupante, uma vez que ela pode levar ao suicídio. Sob essa ótica, consoante ao pensamento do poeta brasileiro Guimarães Rosa, na sociedade, “o animal satisfeito dorme”. Isso significa que a permanência do problema é causada pela inércia de mudanças, posto que na sociedade brasileira pouco se debate sobre o assunto. Dessa forma, é indispensável a atuação dos ministérios nesse cenário, de maneira a romper esse imobilismo.

Ademais, outro ponto que vale destacar é a ineficácia e a negligência do poder público em garantir o lazer para o povo, isso afeta diretamenta a cultura do autocuidado, tendo em vista a falta de dispersores de estresses diários. À vista disso, de acordo com o artigo 6° da Constituição Federal de 1988, é direito isonômico de todos o lazer e o bem-estar coletivo. No entanto, tal norma jurídica não é colocada em prática, visto que uma parcela minoritária usufrui dessa lei. Desse modo, torna-se necessária  a homologação da garantia do princípio da Carta Magna do país.

Urgem, pois, medidas para sanar esse impasse. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, promover um programa socioeducativo por meio de oficinas e rodas de conversas nas escolas públicas. Essa iniciativa contaria com o apoio de psicólogos e professores, tendo em vista uma linguagem mais acessível e dinâmica, com o público-alvo, as crianças, a fim de ampliar o debate e a importância da saúde mental. Com isso, espere-se alcançar os ideais de Campanella.