Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 14/01/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saude como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a saúde mental dos brasileiros, que está prejudicada com o crescente número de jovens com depressão e ansiedade, e a ausência da cultura do autocuidado na sociedade brasileira. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a ascensão dos transtornos mentais nos jovens brasileiros. Segundo a OMS, a maioria dos adolescentes e dos jovens com doença mental não recebe nenhum tipo de assistência ou tratamento. Nesse sentido, esse problema continua a resistir, os jovens passam suas vidas com esses transtornos, afetando todas as áreas de suas vidas, ou chegam até mesmo ao suícidio. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Ademais, é fundamental apontar a ausência da cultura de autocuidado na sociedade como um impulsionador desses transtornos nos jovens brasileiros. O autocuidado consiste em se preocupar consigo mesmo, tomando algumas medidas para evitar desenvolver transtornos mentais. Essas medidas podem ser, saber não se expor a situações traumáticas, ter acompanhamento psicológico, e até cuidar mais do próprio corpo. Diante de tal exposto, compreende-se a imposibilidade de perpetuar essa conjuntura .

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é mister que o Estado, por intermédio do Ministério da Saúde, crie pontos de assistência psicológica gratuita especializada em jovens, que realize ações em escolas de rede pública e privada encorajando esses jovens a procurarem ajuda profissional, e promova por meio desses mesmos pontos, a ascenção de uma cultura de autocuidado no Brasil.