Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 14/01/2021
No âmbito contemporâneo de corona vírus, muitas pessoas estão em isolamento social, o que pode se transformar em gatilhos para possíveis crises emocionais. No cenário brasileiro atual, isso é comum, quanto a questão da saúde mental, visto que esse paradigma é presente no cotidiano. Diante disso, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da negligência estatal e de esteriótipos.
De início, cabe ressaltar que a negligência estatal pode ser apontada como um problema a saúde mental. Segundo Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, em meio a um baixo número de psicólogos públicos e leis mal formuladas, grande parte da população é fragilizada e possuem enormes chances de terem sua saúde mental afetada. Isso porque, as leis trabalhistas são formuladas com excesso de cargas horárias, sem condições para ter uma vida saudável. Dessa forma, muitos trabalhadores serão afetados caso essa pendência não seja resolvida, desenvolvendo a médio prazo, transtornos como vícios e a ansiedade.
Outrossim, vale salientar que os esteriótipos impostos pela sociedade também atrapalham esse problema. De acordo com Betinho, “Um país não muda pela economia, política ou ciência, muda sim pela sua cultura”. Nesse sentido, observa-se que há uma “cultura” esteriótipizada na sociedade acerca do padrão de vida, no qual é possível enxergar presente nas redes sociais, quando a população é influenciada pelos “digitais influentes” a buscar determinado estilo de vida e acreditar que só dessa maneira, a felicidade e o bem estar estarão presentes. Entretanto, grande parte da população não condiz com tal realidade, levando-a a frustrações e até mesmo desenvolvendo doenças como por exemplo, a depressão.
Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para isso cabe ao Ministério da Saúde, por meio de investimentos, modificar as leis trabalhistas, diminuindo as cargas horárias e organizar concursos públicos para aderir um maior contingente de psicólogos. Tais medidas ocorrerão para que os trabalhadores possuam condições de se manterem mentalmente saudáveis. Além disso, cabe a sociedade ocupar seu tempo com hábito saudáveis como a leitura e atividades físicas para que se extingue a busca por um padrão de vida imposto. Somente assim será possível contornar os malefícios que uma pandemia pode acarretar.