Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 18/01/2021
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - garante a todos o direito à saúde e bem-estar social. Entretanto, no panorama hodierno, tal prerrogativa não tem se manifestado com efetividade, na prática, quando se observa a questão de doenças mentais cada vez mais presente na contemporaneidade. Nesse sentido, fica evidente a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude não só da negligência governamental, mas também pela adoção de um estilo de vida ativo e agitado por parte do indivíduo, o que agrava ainda mais a problemática.
Em uma primeira análise, é lícito postular a ausência de medidas governamentais para combater doenças que causam transtornos mentais na sociedade. Nesse sentido, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, ocorre uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir direitos indispensáveis à população, tais como saúde e bem-estar, evidenciando, deste modo, que os direitos constitucionais se restringem ao plano teórico. Logo, enquanto o descaso com a saúde mental dos indivíduos for regra a sanidade mental da população nunca será exceção.
Ademais, vale destacar que as responsabilidades do cotidiano agitado, tais como trabalho, despesas, atividades domésticas, filhos etc. atua como barreira que inviabiliza o tratamento de doenças do mal do séc. como a depressão. Assim, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) a depressão está entre um dos principais motivos que afasta, anualmente, pessoas de seus trabalhos e devedor sendo as mulheres as principais vítimas desse mal. Nesse sentido, confirmasse o pensamento do filosofo e sociólogo Émile Durkheim, em que ele destaca que os fatores externos exercem grande influência no comportamento do indivíduo. Assim, é evidente que o estilo de vida turbulento vivenciado pelas pessoas tem contribuído para uma sociedade mentalmente desgastada.
Depreende-se, portanto, a necessidade de dar maior atenção a questão da saúde mental dos indivíduos, de modo que haja uma conciliação saudável entre as responsabilidades sociais e a saúde individual. Para Isso, o Governo Federal deve promover maior investimento no lazer de modo a facilitar a entrada em parques, museus, academia entre outros. Além disso, a mídia deve incentivar a população a dar maior atenção a sua sanidade mental, divulgando campanhas publicitárias de saúde através dos meios de comunicação. Somente assim, será possível garantir a saúde e bem-estar social da população brasileira.