Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/01/2021
Segundo Immanuel Kant, filósofo alemão, o homem possui naturalmente um estado de menoridade, isto é, baixa clareza a qual lhe afeta em todas as áreas. Logo tal teoria fica explícita quando observada a realidade moderna, uma vez que o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira apresenta entraves ao esclarecimento humano. Tal cenário é fruto tanto da ineficácia política, quanto midiáticas consequentes do sistema capitalista.
Nesse sentido, faz-se relevante pontuar a atuação ineficiente dos setores governamentais. Pois, consoante o Preâmbulo da Constituição de 1988, é dever do Estado assegurar direitos vitais ao bem-estar, entretanto, isso não ocorre. Devido a negligência das autoridades quanto a concientização pública, as doenças mentais ainda são associadas a “frescura”, causando assim a exclusão social por preconceito. Desse modo, urge que tal postura sofra reformulações, visto que a socialização é fundamental para o pleno exercício da cidadania.
Ademais, é imperativo ressaltar as mídias sociais como promotoras do problema. De acordo com Byung-Chul Han, em seu livro: “psicopolítica: novas formas de poder”, no sistema capitalista atual os valores são excluídos. Partindo desse pressuposto, fica evidente que as redes sociais são importantes na sociabilidade moderna, entretanto, contribuem para a estigmatização quando, visando o lucro, permite a criação de uma idealização da felicidade de maneira que não é possível fora da rede virtual.
Portanto, com o intuito de mitigar o impasse, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em campanhas informativas,que circularão pelas redes sociais, evidenciando as formas de ajuda quais essas pessoas podem recorrer.Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema,e a coletividade dará, enfim, um passo em direção a maioridade Kantiana.