Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/01/2021
Oi profs. Obrigado pela ajuda durante esse ano. Ao que parece, acabei por tangenciar o tema em demasiado, mas talvez não. Enfim, analise minha redação com o tema do ENEM. Como sei que a nota será zero, por interação com o corretor, coloque a nota no comentário final, por favor. Obrigado por tudo profs ;)
No final do século XIX, o médico Sigmund Freud começou uma corrente na medicina que impactaria na sociedade futura: a psicánalise. No Brasil, assim como naquela época, a saúde mental está em pauta, pois sua desconsideração pode gerar sérias cicatrizes. Tal problemátca tem a fragilidade do senso comum como causa e a alienação da cidadania como consequência.
Primeiramente, deve-se analisar a relação entre a displicência coletiva e a saúde mental. Nesse contexto, segundo Imannuel Kant, uma democracia direta pode ficar cega para assuntos que não são pauta principal na moral comum. Analogamente, a necessidade de olhar para a saúde mental tangencia a perspectiva kantiana, uma vez que, do ponto de vista crítico – com o ônus da Carta dos Direitos Humanos, que prêve saúde como direito básico – esse assunto tem relevância especial, mas, do ponto de vista comum, são poucas as discussões cotidianas que busquem alternativas contra a problemática. Logo, a coletividade, assim como o poder público, deve moldar sua postura, a partir da busca por informações pertinentes ao tema.
Em segundo plano, a diminuição da cidadania, pela alienação do direito à saúde, pode ser abordada. Conforme a Constituição Federal do Brasil, é necessário que todo cidadão tenha acesso à saúde e, considerando a perspectiva de Jurgen Habermas para a cidadania – em que a manutenção cidadã se dá pela interação e proteção do Estado – o brasileiro que não tiver sua saúde mantida pelo Governo tem sua cidadania ameaçada tanto no âmbito júridico, quanto filosófico. Assim, a atuação estatal para com a manutenção da saúde mental dos brasileiros é de suma importância para a consolidação dos direitos e da cidadania.
Portanto, é notável a necessidade de se pensar na saúde mental do brasileiro. Para tal, o Ministério da Educação e o terceiro setor devem disseminar informações, por meio da distribuição de cartilhas que possam discutir e analisar a importância dos cuidados cerebrais. Isso deve ser feito em locais públicos, como escolas e hospitais. Desse modo, a fragilidade do senso comum será atenuada e, consequentemente, a integralização constitucional estará mais próxima da realidade brasileira.