Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 18/01/2021
O estigma associado às doenças mentais no Brasil
Na Grécia Antiga, Esparta rejeitava as pessoas com transtornos mentais, sendo marginalizadas, descartadas e retiradas do convívio social. Com base nisso, observa-se na contemporaneidade, a subversão da doença psiquiátrica ao estigmatizá-la pela falta de tratamento precoce e informações. A partir desse contexto, é imprescindível discutir o estigma associado às doenças mentais no Brasil, com o intuito de propor ações que, de fato, combatam tal problema.
Convém pontuar, de início, que não se pode cobrar do outro a perfeição que nenhum indivíduo é capaz de dar. O filósofo Edgar Morin define o ser humano como falho e complexo, sujeito a traumas e conflitos. Com isso, é fundamental compreender que a depressão, ansiedade, transtorno de compulsão alimentar, entre tantas outras doenças psíquicas, são inerentes à condição humana e não devem ser encaradas com concepções que remontam à Antiguidade devido às informações escassas.
Além disso, percebe-se que o tratamento tardio circunda às doenças psiquiátricas. Isso ocorre, porque os primeiros sintomas da doença são negligenciados ou atenuados pelo indivíduo, vínculos intrafamiliares e sociais. De acordo com a OMS, em 2017, foram registrados 11,5 milhões de brasileiros acometidos com a depressão. Logo, é preciso coordenar ações que elucidem o cuidado mental precoce.
Nota-se, portanto, que o estigma às doenças mentais no Brasil deve ser superado. Posto isso, o Ministério da Saúde irá criar o Plano Nacional de Incentivo ao cuidado mental, pois será capaz de atingir todo o tecido social, com palestras, informações e estímulos ao cuidado da alma. Tal ação deve acontecer por meio de recursos da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a fim de sensibilizar a população sobre os benefícios da saúde e tratamento mental. Afinal, assim será possível combater os estigmas associados às doenças psiquiátricas.