Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 18/01/2021
Na Esparta Antiga, os indivíduos que tivessem qualquer deficiência, física ou mental, eram separados da sociedade e mortos ainda na infância. Costume inserido, em virtude da influência militar, com a finalidade de conseguir os melhores soldados. Consequentemente, a interação entre espartanos e pessoas com alguma limitação/problema era pouco desejada, pois os relacionavam como fracos, acreditando que nunca seriam úteis para alguma função na comunidade.
Sendo assim, observa-se a presença de indivíduos que continuam ignorando a importância dos tratamentos voltados a saúde mental e a exclusão das necessidades dos seus pacientes. Ademais, a falta de investimento na área acaba dificultando o trabalho dos profissionais, ocorrendo o cancelamento de projetos, tratamentos às pessoas que precisam e não possuem capital para ter um plano de saúde decente.
Segundo Hannah Arendt, é possível viver sem pensamento, mas fracassa ao desabrochar sua própria essência. Indubitavelmente, o indivíduo não irá conseguir realizar tudo apenas na base da força de vontade, em razão da necessidade do conhecimento e entender suas formas de aplicação. Nesse sentido, seria a mesma situação do Estado em relação ao uso dos recursos públicos, pois apresenta-se perdido quando se trata de quais áreas e quanto deveria ser investido.
Em suma, é dever do Estado manter o bem estar na sociedade e promover a informação sobre saúde mental e suas doenças, através de trabalhos nas escolas públicas e compartilhamento desses materiais nas redes sociais e em outras formas de divulgação, com o objetivo de alertar sobre a importância do tratamento.