Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 18/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é descrita uma sociedade perfeita, livre de conflitos e problemas. Contudo, isso não se reflete no Brasil, visto que as doenças mentais são uma problemática recorrente. Esse contraste, é fruto, muitas vezes, da má influência midiática, a qual gera depressão e a falta de auto-estima aos afetados.
Em primeira análise, vale destacar que a não transparência dos anúncios publicitários é uma das principais causas do problema. Sob essa perspectiva, o pensador Pierre Bourdieu relata que: “o que foi criado para ser ferramenta de democracia, não pode ser convertido em mecanismo de opressão”. No entanto, isso acontece, uma vez que em propagandas de produtos, principalmente estéticos, são utilizados efeitos de edição para melhorar a imagem do produto ao consumidor. Entretanto, ao utilizar esse recurso o fornecedor não apresenta o real resultado, e consequentemente a pessoa não obtem os mesmos resultados e acaba se culpando por isso.
Ademais, vale ressaltar que ao sofrerem por essa ilusão, e se culparem por não alcançarem a meta, as pessoas podem desenvolver depressão e falta de auto-confiança. A esse respeito, segundo pesquisa divulgada pela “Zenkulb”, mais de 11,5 milhões de brasileiros têm depressão, e ainda afirma que o número de mulheres afetadas é 30% maior que os homens. Portanto, ao relacionar esses dados e o público mais influenciado por produtos estéticos, no caso o feminino, fica claro que a mídia tem participação para que esse problema se perpetue.
Assim sendo, medidas cabíveis são essenciais para conter o avanço dessa problemática no Brasil. Logo, o Governo Federal, responsável por administrar e garantir o bem-estar da população, deve proibir a utilização de edições visuais em propagandas, por meio da criação de leis. Feito isso, espera-se amenizar o desenvolvimento de doenças mentais. Só assim os planos de More serão concretizados.