Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 18/01/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção, o acesso à saúde. No entanto, observando o cenário brasileiro, é possível perceber que os estigmas das doenças mentais impedem que isso aconteça na prática, devido não só à desigualdade social, como também aos padrões de beleza impostos pela sociedade. Diante isso, evidencia-se a necessidade de serem tomadas medidas, a fim de reverter essa problématica.

Em primeira análise, é importante destacar que a desigualdade social é um fator determinante para a permanência do problema. De acordo com o Índice de Gini, o Brasil ocupa a sétima colocação no ranking mundial de desigualdade social e, tal dado impacta diretamente nos termos de preparo e interação social, já que, sem o devido suporte, os tratamentos psicológicos se tornam inviáveis. Por isso, é necessário intervir para evitar o agravamento da temática.

Ademais, é fundamental apontar os padrões de beleza estabelecidos pela sociedade como impulsionador dos problemas relacionados à saúde mental. Segundo dados do IBGE, mais de 70% da população brasileira tem acesso às redes sociais. Diante de tal exposto, repara-se que, a criação de uma “vida perfeita” atrás dos celulares e computados está tomando uma repercurssão gigantesca. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

É evidente, portanto, que tais entraves sejam sulucionados. Desse modo, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, dê assistência a pessoas com transtornos mentais, dando acesso gratuito aos profissionais da área da saúde e que sejam criadas campanhas relacionadas à empatia e aceitação, além do cumprimento dos direitos constitucionais. Feito isso, a nação brasileira poderá alcançar os caminhos almejados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.