Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 18/01/2021
Espinhos da mente
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e expôs seus comportamentos egoístas e superficiais. Não longe de sua prosa, é possível ver aspectos parecidos no que tange à falta de importância dada à saúde. Uma vez que, 5% da população brasileira sofre de depressão e é ignorada, segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2017. Logo, pode-se salientar como causas desse problema não só a falta de debate, como a falta de empatia.
Antes de tudo, vale citar que Habbermas contribuiu muito ao afirmar que linguagem é uma forma de ação. Dessa forma, é essencial que temas tão importantes, quanto a saúde mental, sejam debatidos. Ademais, o debate é claramente ausente na vida de Finch, personagem do filme “Por lugares incríveis”, que ajudou sua amiga, Violet, a passar por uma fase difícil, mas não soube lidar com a sua. Isso posto, percebe-se que destinos, não só de Finch, como de outras pessoas, poderiam ter sido diferentes, caso tivessem alguém com quem dialogar, como Violet teve Finch.
Além disso, Zygmunt Bauman sustentou a tese de que o século XXI é baseado no individualismo e na falta de empatia. Dessa forma, percebe-se aspectos parecidos relacionados à sanidade mental alheia. Já que, tentar se encaixar em um ideal de felicidade cria um distanciamento dos sentimentos reais, segundo o site “abrata.org.br”. Tal ideal é propagado nas redes sociais por famosos (as), youtubers, influencers, entre outros, o que pode causar um colapso na saúde mental dos telespectadores. Então, é evidente a falta de empatia nessa questão.
Por fim, considerando aspectos apresentados, fica clara a urgência de estratégias para reverter a situação. Portanto, é interessante que escolas, em parceria com as prefeituras, abram espaço para rodas de debate sobre a saúde mental, no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e profissionais no assunto. Também essas reuniões não devem se limitar aos alunos, mas sim, serem abertas à comunidade. Dessa maneira, proporcionando uma maior rede de conhecimento e comunicação a todos, procurando ajudar mais pessoas como Finch.