Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 18/01/2021
A Organização Mundial da saúde (OMS), enfatiza que 322 milhões de pessoas vivem com depressão no mundo; e o Brasil ocupa o pódio entre os países da América Latina. Destarte, as doenças mentais são associadas ao cenário, a sabre: a estigmatização. Uma problemática fomentada ora pelo desconhecimento do que é mentalmente saudável, ora pelo preconceito que impera sobre os que reincidência em sofrimento mental.
A priori, vale salientar que, no livro “História da Loucura” de Michel Foucault, é abordado a origem da estigmatização das doenças mentais, a qual for originada a partir de elementos sociais, isto é, com o intuito de modificar o ambiente para obter a pureza, as pessoas consideradas insanas eram mantidas afastadas da sociedade. Entretanto, o poder de separar um indivíduo de outrem ampliado, possibilitou eliminar todas as pessoas indesejáveis da época apenas com o argumento de insanidade. Neste contexto, uma estigmatização corroborada pela ausência de discernimento sobre saúde mental e seus efeitos tem como causa a democratização do diagnóstico. Porque, apesar de ser função específica dos profissionais do ramo, como pessoas banalizantes ou resultado do diagnóstico de modo pejorativo e fácil de fazer.
Ademais, com efeito, o defensor da filosofia Utilitariana, Jeremy Bentham, enaltece que as melhores ações são aquelas obtidas em prol do maior número de beneficiados. Neste sentido, uma estigmatização não atende ao dado referente ao objetivo. Pois, o indivíduo com doença mental sente-se rebaixado perante a sociedade. Logo, pessoas mentalmente saudáveis, em caso de adoecimento, também submetidas ao supracitado e com consciência prévia do quão ruim é adoecer no Brasil.
Desse modo, portanto, ações necessárias a serem feitas para o cenário. Em primeiro lugar, compete ao Ministério da Saúde, elaborar adesivos com informações sobre o que é doença mental e a importância de não à diagnosticá-la arbitrariamente. Em segundo lugar, essa ação deve ser feita por meio da adesivação de espaços públicos, uma vez que, a criticidade e a empatia de razões para serem estimuladas. Pois, só assim o objetivo de encontrar uma rotulação negativa das doenças mentais será eficiente no território brasileiro.