Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 30/03/2021

A preocupação com o desenvolvimento da cultura do autocuidado está presente na contemporaneidade. Considerando esse contexto, podem ser discutidos a falta de disciplina que as pessoas possuem para florescer esta prática, e as péssimas crenças que possuem em suas vidas.

Em primeiro lugar, é preciso analisar o porquê de tantas pessoas saberem da importância do autocuidado, mas não conseguirem desenvolver esta prática, visto que, segundo dados do IBOPE, 84% dos brasileiros buscam desenvolver esta prática, entretanto apenas 1/3 conseguem aplicá-la em seu dia-a-dia, de fato. Sabendo disso, é conhecido que desenvolver hábitos de uma hora à outra requer disciplina, algo que nem todos possuem; afinal, é algo do ser humano não querer sair de sua zona de conforto, ou seja, de sua bolha. Com isto, conhece-se que muitos hábitos são desenvolvidos no início de nossas vidas, em especial durante a fase jovem, onde muitos se encontram nas escolas, local que não se é observado um incentivo ao desenvolvimento do autocuidado, pois em nosso sistema de ensino o foco principal é formar o jovem para que passe numa faculdade, sendo assuntos como este deixados para segundo plano, ou por conta do próprio aluno.

Além disso, faz-se necessário destacar as péssimas crenças que muitos possuem, dentre elas, a que para se obter sucesso em suas vidas é necessário sofrer. Essa situação pode ser percebida em muitos que se mantêm em empregos com chefes maquiavélicos, pois creêm que isto as ajudará a desenvolver algum tipo de resiliência mental, quando na verdade somente contribuem para um desgaste físico-emocional, sendo as vantagens obtidas em relação a isto quase nulas.

A partir do que foi discutido, percebe-se, então, que é necessário desmistificar crenças e florescer o autocuidado nas pessoas desde a fase jovem. Cabe ao Ministério da Educação uma reforma em nosso sistema de ensino, com palestras escolares, e discussões sob a importância de uma mente saudável à longo prazo, além da desmistificação de crenças prejudiciais; assim, o Brasil terá profissionais aptos ao ‘‘stress’’ do dia-a-dia.