Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 13/04/2021
A ênfase na saúde mental e na importância da cultura do autocuidado aos poucos transformam padrões de pensamento. As pessoas começam a compreender que aproveitar os momentos do dia a dia para cuidar de si mesmo é essencial para viver bem. Infelizmente, ainda há quem acredite merecer o pior, que coloca como necessidade de outras pessoas na frente das suas, que fortalece vícios na tentativa de se sentir melhor na própria pele, e que chega à estafa mental por conta de escolhas equivocadas. Esses indivíduos somente percebem que danificaram a sua saúde mental se adquirem uma doença psicossomática, transtorno mental ou enfermidade grave.
Sob esse viés, é lícito postular a cobrança excessiva como impulsionadora dessa circunstância desagradável. Nesse sentido, segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer: “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Nessa perspectiva, muitas pessoas realizam uma cobrança automática exacerbada, visto que prezam pela produtividade e rendimento e sacrificam sua saúde. Logo, um déficit na cultura do autocuidado é gerado e a dificuldade de lidar com as frustações resulta em doenças mentais como depressão, ansiedade e até mesmo suicídio.
Igualmente, é imperativo pontuar a falta de problematização da família e escola como agravante da problemática supracitada. Por esse ângulo, o âmbito familiar e escolar, muitas vezes, é omisso quanto às dores psíquicas dos jovens, uma vez que expressões de ideais baseados em conceitos mal formulados ou não esclarecidos dificultam a problematização. Assim, de acordo com o escritor do Império Romano Séneca: “O que pensas de ti próprio é muito mais importante do que os outros pensam de ti”. Nesse aspecto, é fundamental o autoconhecimento para conseguir enfrentar esses obstáculos e consequentemente os ambientes de vivência serão impulsionados a mudar de perspectiva.
Mediante ao exposto, percebe-se como a saúde mental se aprofunda na importância do autocuidado. Para combater possíveis empecilhos, sugere-se que o Governo Federal, na figura do Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, realize a conscientização nas escolas e meios de comunicação, por meio de palestras e debates que visam reformular conceitos equivocados sobre saúde mental, além de evidenciar a notoriedade dos psicólogos no combate a mudanças de mentalidade e comportamento, na busca do controle da cobrança automática e de incentivos como terapias, a fim de diminuir a pressão psicológica e proporcionar o verdadeiro autocuidado. Dessa forma, espera-se que os jovens não se descuidem e possam de fato ter a saúde mental como primórdio.