Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 16/04/2021

É inegável que a falta de cuidado para com a saúde mental pode acarretar danos à integridade do ser humano tanto quanto a saúde física, entretanto, a negligenciação das doenças mentais e da importância do autocuidado têm se tornado cada vez mais constante e, por consequência, elevando o número de jovens brasileiros que possuem doenças mentais, mas não tiveram contato com nenhum tipo de auxilio profissional.

Em primeira análise, é importante analisarmos o fato de que a depressão - doença mental crônica mais comum entre os jovens, mas que pode surgir em qualquer idade - atinge o primeiro lugar no ranking atual de doenças mais incapacitantes no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Tal status, que deveria gerar preocupação, acaba passando despercebido e muitas vezes até desprezado.

Nascidos em épocas em que as doenças mentais eram consideradas frescura, corpo mole e até falta de religiosidade, os indivíduos que mais ignoram a importância do autocuidado para manter a saúde mental em níveis saudáveis são as pessoas de maior idade. Embora possuam certa ignorância gerada pela falta de conhecimento do assunto, é importante que sejam reeducados sobre o tema, a fim de se conhecerem melhor e evitar, ou até mesmo antecipar os cuidados do sentimento de solidão que atinge muitas pessoas de idade avançada.

Além disso, a falta de conhecimento sobre a importância do desenvolvimento de hábitos de autocuidado gera dificuldade na identificação de primeiros sinais do surgimento de transtornos mentais, que podem ser transmitidos geneticamente, ou seja, adquiridos hierarquicamente.

Em vista dos argumentos mencionados, é de suma importância que o Ministério da Educação, em parceria com órgãos de saúde, elaborem campanhas educativas à fim de prevenir o aumento das taxas de surgimento de transtornos mentais no país, além do acesso gratuito à tratamentos psicológicos. Deste modo, o Governo Federal poderá assegurar uma população com habilidades socioemocionais altamente desenvolvidas, o que consequentemente tornaria os indivíduos mais capacitados, colaborando também com a economia do país.