Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/04/2021
A adolescência consiste, basicamente, no período do desenvolvimento humano de transição entre a infância e a vida adulta, ou seja, é uma fase de mudanças onde os jovens passam por um processo de maturidade crescente que conta com variadas transformações fisiológicas, psicológicas, sociais e cognitivas . Tendo isso em vista, a necessidade de apoio aos adolescentes é indiscutível, uma vez que eles estão passando por um processo hormonal que está além do seu controle, entretanto o Brasil é um país que não oferece condições favoráveis para o desenvolvimento dos cidadãos que se referiu neste período de suas vidas. Em primeira análise, por se tratar de um processo hormonal, que implica diretamente no físico e mental de um jovem, a puberdade requer um autocuidado maior do adolescente com o seu próprio corpo, onde ele precisa conciliar o bem estar de sua saúde física e mental, além de ser um período em que a construção de autoestima e autoconfiança, simultaneamente com a necessidade de construir uma boa autoimagem, são de suma importância. Pois, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) não abordar as condições de saúde mental dos adolescentes trás consequências que estendem à idade adulta, refletindo diretamente na saúde física e mental, e limitando oportunidades futuras dos últimos citados, ou seja, a falta de autoestima faz com que o jovem automaticamente não crie autoconfiança em si mesmo, o que pode ser prejudicial, de diversas formas, para seus campos inter e intrapessoais, que são a forma como o jovem se relaciona consigo mesmo e com os outros a sua volta. Sob o mesmo ponto de vista, pesquisas recentes feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostra que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, e segundo o filósofo chinês Confúcio “Se queres prever o futuro, estuda o passado”, sendo assim a escola tem um papel significativo na formação de um cidadão saudável, visto que além de democratizar o acesso ao conhecimento, a escola é o primeiro contato, fora da família, de um ser humano com a vida em sociedade, pois é através da socialização escolar que uma criança desenvolver autonomia, por meio do compartilhamento de ideias, da construção de competências, formação de personalidade individual e reprodução das relações sociais a partir da convivência. Portanto, obrigatório o bem estar dos jovens brasileiros, para que eles se tornem cidadãos confiantes e bem sucedidos, e a diminuição nos índices de ansiedade no país, é necessário que o MEC em conjunto com o Conselho Nacional de Psicologia, desenvolvam programas socioemocionais, tendo em base as competências da Base Nacional Comum Curricular(BNCC), para as escolas de todo país, através de aulas componentes de Educação Física e de História, que proponham a auto análise e representação por meio de desenhos, da escrita ou da música, por exemplo.