Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/04/2021
Durante o filme “O Coringa”, o protagonista além de sofrer com enfermidades mentais, enfrenta diversos obstáculos perante a sociedade. Consoante a isso, infelizmente, nos últimos anos houve um aumento de vítimas de patologias psíquicas entre os cidadãos brasileiros. Desse modo, faz-se imprescindível averiguar não somente o impacto de Tabus sociais no agrave da questão, mas também a displicência governamental frente à situação.
Em primeira instância, cabe ressaltar a influência imposta pelos preconceitos sociais no crescimento de problemas envolvendo a saúde mental no Brasil. Segundo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”, de tal forma, depreende-se que o essencial é possuir uma vida saudável e qualitativa, principalmente em se tratando de disposição mental. Contudo, a sociedade brasileira contraria o pensamento filosófico, na medida em que, por meio de preceitos errôneos, julga ser “coisa de louco” ou até mesmo “frescura” buscar algum auxílio medicinal. Assim, o corpo social ao descredibilizar a assistência médica de ordem psíquica, em virtude do preconceito estrutural, contribui piamente para o aumento de casos envolvendo patologias mentais entre os cidadãos do país.
Outrossim, congruente a Émile Durkheim, “Os laços sociais são as normas que todos aprendem a respeitar e que sem eles tudo seria um caos”, fica explícito a necessidade de um regimento que priorize o controle social. No entanto, mesmo sabendo da existência de esforços por parte do Governo, como a instituição de leis que busquem assegurar a saúde para todos, essas sozinhas são insuficientes diante do auxílio à saúde mental da população. Nesse sentido, a falta de políticas públicas (palestras, mesas redondas etc.), que vislumbrem provocar o hábito do autocuidado nos indivíduos, prejudica substancialmente o embate e atrasa o progresso da nação.
Em suma, convém elaborar medidas que objetivem solucionar os impasses apresentados. Indubitavelmente, é necessário que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Saúde, crie mecanismos em prol da quebra de tabus mediante a existência de disfunções psíquicas na sociedade. Isso pode ser feito por meio de campanhas, palestras e debates nas escolas do país, que apresentarão como tema central, a extrema relevância do autocuidado e das consequências trazidas pela sua falta. Dessa forma, tais ações possuirão a finalidade de viabilizar uma reeducação social, com o intuito de prevenir possíveis adversidades inesperadas quando o conteúdo for saúde mental.