Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 30/06/2021

No filme, “Mínimo para viver”, a atriz Llily Collin protagoniza uma jovem com transtornos mentais, a não aceitação para o autocuidado, promove piora do quadro. Em concordância a esse aspecto supracitado, à normalização de ausentar a importância de ter saúde mental para obter um desenvolvimento eficaz e protagonizar apenas à busca por capitais, contribue para o retrocesso social e coloca o Estado deitado no berço explêndido da desumanização.

Primeiramente, a OMS destaca a saúde mental como bem-estar, onde assim o indivíduo pode contribuir de forma positiva para a sociedade, intriscicamente ligada a tal informação, o artigo 126 ratifica que a saúde é direito de todos e dever do Estado, o que coloca a mesma inexistente na análise da sua ausência na prática. Em consonância, os ínfimos investimentos do governo para disponibilizar psicólogos e as escolas abordarem a importância de se cuidar, à vivência de um ritmo acelerado que vem ganhando destaque, contribui para negligenciar autocuidado.

Outrossim, segundo pesquisas da OMS,  50% dos transtornos mentais tem início antes dos 14 anos de idade, ou seja, à uma predisposição desde o período inicial de amadurecimento para viver mal. O poder midiático contribue diretamente para protagonizar a sociedade brasileira como sinônimo de felicidade, essa narrativa na prática tem um peso carregado de desconhecimento e não aceitação sobre ter ou ver alguém com problemas mentais. Para Zigmunt Buman, a sociedade vive em tempos líquidos, nada é para durar, dentro dessa abordagem, a valorização do bem-estar do brasileiro é retirado acompanhado da empatia.

Depreende-se, portanto, medidas para tornar a cultura do autocuidado em destaque no cotidiano do brasileiro. Cabendo ao Centro de referência  de assistência social disponibilizar psicólogos proporcional a quantidade de habitantes da cidade, além de levar palestras sobre a importância e de como desenvolver o autocuidado dentro das escolas. Deixando assim, uma pátria humanizada.