Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/06/2021
É de conhecimento geral que a partir da consolidação do capitalismo, os indivíduos passaram a dedicar mais tempo ao trabalho e menos tempo ao cuidado próprio e consequentemente, a saúde mental se tornou uma das maiores preocupações da sociedade. Diante desse fato é essencial encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e o autocuidado.
A problemática consiste que as consequências dos problemas mentais são extremamente danosas ao sujeito, um exemplo disso é a taxa de suicídio que aumentou 7% no Brasil em seis anos, de acordo com o Portal PEBMED. Além disso, o uso excessivo de álcool e drogas pode ser a opção para amenizar os danos psicológicos de uma pessoa, como a depressão, a ansiedade e a crise do pânico, logo causando dependência e até mesmo morte precoce.
Adicionalmente, existe um preconceito enraizado na sociedade, em que consideram loucas as pessoas que buscam por ajuda e fazem terapia. Talvez esse pensamento esteja associado ao acontecimento no Hospital Colônia de Barbacena, mais conhecido como manicômio de Barbacena, onde inúmeras pessoas indesejadas no convívio social e consideradas loucas eram internadas, e lá vivam em situações precárias, sofrendo abusos físicos e psicológicos.
Diante do exposto, é extremamente importante conscientizar a população, através das mídias, sobre o quão necessário é buscar ajuda e não julgar quem sofre com problemas mentais. Além do mais, as pessoas devem ter o hábito do autocuidado, buscando praticar exercícios físicos e tirar um tempo para lazer, como ver filmes, ouvir músicas, conversar com amigos, entre outros, pois o autocuidado é a melhor forma de preservar a saúde mental. Também é essencial que o governo ofereça atendimentos psicológicos e psiquiátricos de qualidade em Unidade Básica de Saúde (UBSs), com o objetivo de cuidar da saúde mental de toda a sociedade.