Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 16/08/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos os direitos fundamentais à saúde e à educação. Conquanto, a constante displicência em relação à vitalidade mental no Brasil desenvolve inúmeras adversidades, as quais ocorrem não só pela carência de debates acerca desse assunto em instituições de ensino, mas também em razão da invisibilidade midiática a respeito da importância desse tópico. Assim, é necessário entender alguns aspectos que envolvem essa temática, de modo a configurar uma resolução para essas problemáticas.

Primeiramente, é imprescindível mencionar que a educação é um dos principais fatores no desenvolvimento de um país. Dessa maneira, segundo o britânico Sir Arthur Lewis, o investimento na educação possui retorno garantido. A partir disso, observa-se que as poucas discussões relacionadas à mentalidade nas escolas torna-se um dos responsáveis pela baixa instrução direcionada aos jovens estudantes. Por conseguinte, caracteriza-se um dano ao bem-estar dessa parcela da população, por evidenciar um estudo ineficiente e, como resultado, essa coletividade transforma-se em adultos sem conhecimentos básicos sobre a própria higidez mental. Dessa forma, é preciso buscar meios de mitigar esse óbice mediante o ensino à juventude brasileira.

Ademais, é de suma importância salientar a precária visibilidade dos veículos de comunicação como um dos impulsionadores desse impasse. Outrossim, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, há uma precariedade de matérias quanto a saúde em mídias impressas e digitais. Sendo assim, é fundamental ressaltar que a baixa quantidade de notícias acerca da vitalidade da mente coopera para a desinformação do corpo social. Consequentemente, essa questão influencia na falta de conscientização dos cidadãos que, desse modo, encontram-se fragilizados, pois não possuem noção das patologias que a negligência da mente pode ocasionar, como exemplos, a ansiedade e a depressão. Logo, é indispensável ter essa situação resolvida com a publicação de informações acerca desse ponto.

A partir das considerações feitas, fica evidente que a saúde mental é negligenciada em território nacional, por isso, é essencial superar as objeções que esse tema propõe. Portanto, o Ministério da Educação, como órgão responsável pela administração e promoção de educação no país, deve criar um projeto com o objetivo de integrar disciplinas referentes à mentalidade aos colégios. Nesse sentido, essa ação pode ser feita por intermédio de eventos ministrados por psicólogos em instituições educacionais, com a finalidade de instruir a sociedade a como lidar com esse assunto e, ainda, conscientizá-la.