Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 17/09/2021

“conhece-te a ti mesmo e conhecerá o universo e os deuses”. A célebre frase atribuída ao filósofo Sócrates, afirma que o ser humano deve se autoconhecer para alcançar o verdadeiro conhecimento. Assim, de maneira análoga, cuidar de si mesmo e da própria saúde mental ajudam o indivíduo na manutenção de uma vida mais positiva e equilibrada. Logo, faz-se imperioso analisar os fatores que impedem essa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação de uma sociedade saudável e consciente.

Indubitavelmente, é válido ressaltar que, de acordo com pesquisas realizadas pela empresa market analysis, apenas 2% da população adulta dos principais centros urbanos faz terapia atualmente. Esse cenário ocorre porque muitas pessoas ainda pensam que as sessões de terapia são organizadas para indivíduos “loucos”. Além disso, o hábito de praticar exercícios físicos e manter uma boa alimentação pode ser uma ótima maneira de manter o peso ideal, favorecer o sono, combater o estresse e evitar o aparecimento de doenças, como depressão e sedentarismo. Dessa forma, o pensamento afirmado pelo indiano Mahatma Gandhi, que o ser humano deve ser a mudança que deseja ver, permite uma reflexão sobre a postura da sociedade perante a adoção de medidas que favoreçam a saúde mental e a cultura do autocuidado.

Outrossim, é fundamental reconhecer que assumir medidas de higiene podem fazer o indivíduo se sentir bem e satisfeito, elevando a autoestima e ajudando-o a lidar melhor com dificuldades. Sendo assim, a oferta de água potável e o saneamento básico são imprescindíveis para a saúde e o bem-estar da população. Entretanto, muitas pessoas, sobretudo as que moram em áreas periféricas, não desfrutam dessas medidas. Essa situação, além de acarretar riscos para a vida dessa parcela populacional, fere os princípios da constituição de 1988, que confere esses parâmetros como direitos universais.

Portanto, é necessário adotar uma maneira que priorizem a saúde mental e o autocuidado. Para tanto, cabe ao estado, mediante o ministério da educação e da cultura, elucidar a população quanto a importância do cuidado consigo mesmo, promovendo debates e discussões, abertas ao público em geral, aceitando sugestões e opiniões, com o intuito de garantir a saúde e a felicidade da população Paralelamente, precisa-se que a sociedade civil organizada pressione o poder judiciário a criar projetos de leis mais eficazes, que tornem inadmissíveis as precárias condições de vida de muitos indivíduos, objetivando proporcionar melhores condições e oportunidades.