Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/09/2021
“O Grito” é uma obra expressionista produzida pelo norueguê, Edvard Munch, que retratou a angústia e a frustação do ser humano. Fora do contexto artístico, nota-se que a persistência de problemas associados com a saúde mental das pessoas é cada vez mais recorrente, haja vista que a contemporaneidade revela uma humanidade que não prioriza a cultura do autocuidade e torna-se em constante necessidade de pertencer aos padrões impostos pela sociedade. Dessa forma, faz-se necessário compreender o que motiva tal conjuntura, bem como os seus efeitos sociais.
Nessa perspectiva, deve-se salientar a influencia das redes sociais na vida dos indivíduos, tendo em vista que a percepção apresentada nelas não refletem, por vezes, a real vivencia humana. Isso acontece, porque segundo a análise feita pelo filósofo sul-coreano, Byung- Chul Hun, a mídia social é um terreno fértil para a sociedade do cansaço, provida do imediatismo e do pertencimismo a padronização humana de uma realidade utópica. Desse modo, nota-se que a fantasiosa realidade promovida pelas plataformas digitais sociais desenvolve uma realidade prejudicial aos indivíduos que não conseguem se associar a elas e não tornam tal dilema como prioridade individual.
Ademais, sabe-se que o não pertencimento a utopia desenvolvida pela hodierrnidade acarreta sérios problemas a saúde individual e social, já que os índices de depressão e suicídio estão diretamente relacionados aos problemas mentais e a falta do autocuidado. Nesse sentido, vale salientar que de acordo com dados do Ministério da Saúde, 21% da população afirma que não tomaria medicamentos antidepressivos mesmo com presquição médica, o que refete que a falta de conhecimento e cuidado em relação aos problemas mentais prejudicam o conviveu e a completude social, haja vista que a depresãao é uma das principais causas do suicídio é tal conjuntura é tratada com pouca relevância.
Portanto, compete ao Governo Federal por meio da associação entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação desenvolver a perpepção de importancia aos problemas mentais e a necessidade do autocuidado, por meio da prática de atividades e aulas ministradas por profissionais qualificados e preparados, como psicologos e psicopedagogos, presentes uma vez por semana nas escolas desde o ensino fundamental ao médio, com a finalidade de tornar presente no senso critico da população a indispensabilidade o cuidado mental. Assim sendo, a vivencia social não será marcada por realidades apresentadas como na obra expressionista de angustia e frustação humana.